segunda-feira, 30 de março de 2015

E viveram felizes para sempre...


A R não gosta muito de cinema.
Nunca percebi bem se é de estar muito tempo sentada, se é do escuro, se é da duração do filme, se é porque não gosta muito de pipocas ou se é porque há nada para fazer enquanto vemos o filme.

Pensando bem também não gosta muito de cinema mesmo no conforto do sofá.
Em casa "safa-se" porque a meio lá se levanta e escapa para outra divisão da casa, ou vai meter conversa com algum membro da família que não esteja concentrado na TV.
Após uma análise profunda começo a perceber...

Até chegar à parte do final feliz e do "viveram felizes para sempre", os filmes passam por várias fases.
E são as menos felizes que ela não gosta.

Fomos ver o simpático Paddington dos desenhos animados mas desta vez em filme, versão portuguesa, que ela ainda não gosta de ter que se concentrar nas legendas.

Para ela bastavam os disparates, as gargalhadas e trupelias e o final feliz.
Dispensavam-se as personagens maléficas com ideias crueís.
Não haveria momentos de desconforto ou tristeza.
Então ursinhos com ar doce sem casa para viver, e sem uma família que. o adore incondicionalmente?! Nem pensar!
E ela não teria que se enroscar a mim e tapar a cara, mesmo sabendo que no final tudo acaba bem.

Tenho a certeza que a maléfica deste filme lhe trouxe à memória a personagem que ela menos gosta....
A Cruella de Vil...

Há quem diga que tem que haver o mal e o bem em cada história, para que as crianças aprendam a distingui-lo....será?!
Nem me atrevo a levá-la a ver um filme sem final feliz!





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