sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Viagem Medieval por terras de Santa Maria

Mais um Agosto e mais uma Viagem medieval muito nossa, desta vez ao reinado de D. Afonso IV, o Bravo!
Pode parecer mais do mesmo, mas a História lá representada nunca é igual.
Desta vez tivemos uma moura num bosque encantado, as peripécias da vida de D. Afonso IV e sua descendência, as rosas da Rainha Santa, o amor trágico de Pedro e Inês, a formosa Maria que casou com um Afonso de Castela e a trilogia fome, peste e guerra.
Os teatros dedicados ao público mais jovem são muito bons e neles habitam pontadas de humor que os tornam apelativos aos mais crescidos.

Se por um lado a História vai mudando, as atividades dedicadas às crianças precisavam duma lufada de ar fresco. Para quem vai todos os anos começa a ser repetitivo e pouco inspirador. Ou isso ou são elas que estão mais crescidas! A mais nova ainda quis experimentar mais uma vez o sentir do guerreiro e os jogos medievais, até porque começou há menos anos a fazê-las, mas a mais velha já me acompanhou no repouso marroquino, embora não no chá de menta.

Não passamos sem o nosso repasto em louça de barro, mas para já as papas são só para mim.

Terminamos nos banhos de S. Jorge como habitual, mas desta vez com algum azar à mistura porque estavam cheios e com uma longa espera para as massagens e penteados. Deu para o tradicional lava pés, sons de harpa e chá frutado.

Reza a lenda que quem lá vai fica curado de suas maleitas.
Estamos curadas até MMXXVIII. Acho que para o ano ainda lá voltamos!

 São rosas senhor, são rosas! Muito boa esta representação ambulante!














quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Horas felizes vs fatalidades

Há dias estivemos no Gerês. Subimos e descemos rio acima e rio abaixo.
Levamos as miúdas, uma de 11, outra de 14 anos.
Fomos a miradouros muito conhecidos mas não mais protegidos por isso. A mais velha deixou cair os óculos de sol na famosa Pedra Bela, e ninguém arriscou a ir buscá-los e caso o tivessem feito eu não teria deixado.











No Gerês impõe-se descobrir cascatas. Mergulhar nas águas geladas onde não há vigilância.
Isto tudo pode parecer perigoso. E parecendo pode efetivamente sê-lo.
O pai da casa relembrou que devíamos estar sempre juntos e sempre todos ao alcance da vista.
Assim que disse isto a mais nova escorregou numa pedra e mergulhou vestida até à cintura. Felizmente era baixo e não torceu nenhum pé nem se magoou. Foram só calças e sapatilhas molhadas e ficou tudo pela risota.

Tinha talvez a idade delas mais coisa menos coisa quando com amigos dos meus pais fizemos o mesmo, adultos e crianças. Subimos e descemos pelas pedras até cascatas desertas. Escorregamos, arranhamos joelhos e mãos, mergulhamos, subimos paredes, descemos amarrados a ramos. Hoje falamos disso como uma aventura que deixou saudades.

Ontem uma criança de 12 anos caiu numa cascata onde estivemos há 15 dias e fez ferimentos graves.
É uma cascata muito frequentada, tem até estacionamento e um acesso por um caminho ainda que acidentado. À entrada tem um cartaz da GNR a alertar para os roubos nas viaturas estacionadas e um outro com a mensagem "perigo de queda" e "perigo de morte". Não se trata portanto dum sítio ermo e sem acessos ou mesmo proibido.
Podemos optar por seguir certas regras das que existem apenas na nossa cabeça ou ignorar estes avisos do bom senso. Não me ocorreria colocar as miúdas em risco propositadamente e o cartaz faz esse papel do relembrar dos perigos. Sabemos que os cuidados acrescidos têm que imperar, e ainda assim acidentes acontecem. As pedras estão polidas, escorregam dentro e fora de água. Há desníveis enormes e zonas mais arriscadas. Há também caminhos laterais alternativos onde o risco é menor. Disse várias vezes "Tenham cuidado", e ouvi também o mesmo, com consciência. Estamos sem dúvida em alerta e modo atenção redobrada.
Vimos várias pessoas e crianças em situações de risco que rapidamente identificamos e as miúdas também. Chegaram a pedir-nos para avisarmos que era melhor não estarem ali, que havia um caminho melhor, etc. Há situações de risco mas que no geral sabemos antever quais serão.
Felizmente temos também boas recordações deste fim de semana embrenhados no Gerês, numa cabana num parque de campismo, em família.

Hoje vi a notícia da avioneta da praia que matou uma criança e um adulto, e outra dum adolescente que morreu ao saltar duma prancha numa praia fluvial vigiada. Talvez em nenhum destes casos se adivinhasse tragédia com esta origem. Talvez não se pudesse evitar. Talvez não entrem aqui os avisos de cuidados acrescidos. São das tais fatalidades que dão que pensar...

Quem vai à praia pode ponderar vários riscos, mas nunca levar com uma avioneta em cima.
Os alertas que accionamos são outros. Ir à praia com os filhos aparenta ser uma tarefa pacífica.
E mergulhos de pranchas, em praias fluviais e piscinas, quantos se dão?! Quantos correm mal?!

Fatalidades. Acasos. Azares. Má hora no sítio errado?!
Cenas que me dão para pensar.